segunda-feira, 31 de agosto de 2009




Há de ter mais um cigarro ou uma garrafa de vinho, não é?
E você ainda se esconde, por trás desses medos?
E ainda mantem todos distantes?
Sua arrogância não passa de escudo
Sua fragilidade revestida de segurança, não passa de uma arma...
Pra que tantas defesas, meu amigo...
Não pode tentar de cara limpa, não é?
Por que não tenta manter o olhar fixo?
Isso aqui não é um teste,
Pode segurar minha mão se quiser...
E eu odeio minhas análises
Quem sou eu pra dizer tudo isso?
Nem sequer posso manter meus olhos fixos
As fotografias me assustam...
As mudanças me fragilizam
E as perdas, as perdas me rasgam por dentro
E em algum lugar eu espero, feito um iceberg
Eu pareço fria por dentro
Eu espero, espero mudar
E agora eu não sei jogar de cara limpa, meu amigo
Há de ter uma taça de vinho pra mim, não é?
A maioria dos dias está cheio de desculpas esfarrapadas
E eu carrego meus fantasmas
Você não pode me ajudar
E você está perto demais pra ver isso
Apenas vou tentar manter você distante
Isso tudo é tão complicado
Eu só queria que fosse simples
E eu sei que isso aqui não é um teste
Mas não estou pronta pra um novo erro
Tenho que enfrentar meus fantasmas
E isso tenho que fazer sozinha
Já teve a sensação de perda de controle?
É, vou me buscar em algum lugar
E em algum lugar eu me espero
Fria por dentro
Minha frieza é uma arma
Tudo isso, é uma grande tolice
Mais uma taça de vinho, por favor!
Pode segurar minha mão se quiser...
Eu odeio minhas análises.

3 comentários:

Doris disse...

Há muito tempo ouvi uma frase que nunca mais esqueci, dizia que o estranho nos causa repulsa e medo. Esses dois fatores entao nos fazem esconder, ficar armados..

otima reflexao Rosi! continue com as analises..

abraço

Chinês Preto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Chinês Preto disse...

Eu li esta poesia faz um tempo,mas esperei tomar um porre antes de comentar rs...
Não sei se foi isto que você quis passar, mas senti muito o escapismo que algumas pessoas aplicam as drogas em geral, temendo tanto dos outros quando de si. Sentindo que a quando tudo está errado a única coisa é esquecer, para continuar sofrendo e tomar mais doses...